quinta-feira, 6 de maio de 2010

O que não se conta nas aulas de História!

Olá internautas!

Há muito tempo não compareço por aqui, é a falta de uma coisinha que parece que sumiu da vida de muitos de nós: o TEMPO!
Nunca pensei que lecionar em duas escolas exigiria de mim uma organização que nunca havia praticado. Parece bobagem, mas só o fato de direcionar minhas noites para planejar aulas de cada escola já me auxiliou muito.

Bem, mas hoje não apareci por aqui para contar o meu cotidiano e nem os problemas que a falta de tempo me ocasionam. Decidi, colocar aos poucos, fatos, eventos, histórias que geralmente não se conta nas salas de aula.

Não que isso não seja importante. Mas o fato de termos que cumprir com o planejamento nos bloqueia para conversar com os alunos assuntos interessantes, mas que infelizmente geralmente não são cobrados em vestibulares ou no ENEM.

Lendo reportagens de revistas especializadas em História, me deparei de um assunto que nunca havia comentado em sala: os romances medievais. Tratar de Idade Média, é um assunto para longas horas de estudo, se deixar por eles passamos o bimestre inteiro discutindo a respeito. Acho que por isso mesmo que esquecemos de contemplar os maravilhosos romances medievais: cavaleiros, donzelas, princesas, lendas. Tudo isso faz parte de um universo que só vemos em filmes.

Aqui vai um trechinho de uma das reportagens que li:

"Histórias de cavaleiro

As novelas de cavalaria, aventuras que exaltavam a defesa dos fracos e oprimidos e que vinham sempre recheadas de aventuras e histórias de amor, fizeram a fama do cavaleiro medieval que persiste até hoje. Com uma concepção de amor mais realista do que a literatura cortês, os contos de cavalaria foram também usados como um instrumento de doutrina da Igreja, que incentivava a idéia da busca pelo Graal sagrado, cálice que teria contido o sangue de Cristo após a crucificação – como a descrita nas várias narrativas do ciclo arturiano sobre a saga dos Cavaleiros da Távola Redonda. Em seu ápice heróico, estão as visões de cavaleiros baseadas na lenda de Tristão e Isolda, como a do alemão Gottfried von Strassburg, e o romance Lancelot, de Chrétien de Troyes, escrito no século 12. O crepúsculo da cavalaria, porém, não deixou de ser registrado pelasletras. Don Quixote de La Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes, retrata com uma pontinha nostálgica o que restara do cavaleiro andante no século 16: uma figura heróica com algo de patético que perseguia moinhos acreditando serem esses dragões." http://historia.abril.com.br/guerra/cavaleiro-medieval-434424.shtml


Apaixonante não é?

A vontade que sinto é de sair lendo todas as histórias medievais...ou... criar um maravilhoso projeto de representação teatral a respeito desse envolvente assunto.....